Bons alimentos podem compensar a poluição ambiental
Tudo o que acontece com os bebês no primeiro ano de vida pode afetar sua adolescência e vida adulta, incluindo a suscetibilidade a alergias, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer [1].
Os principais fatores prejudiciais são a poluição do ar e os desreguladores endócrinos. Mas os cientistas chamam o primeiro ano de vida de “janela de oportunidade”, quando tudo (ou quase tudo) pode ser corrigido [2]. A combinação de alimentos que compensam as mudanças (metilação) dos genes é chamada de epigenética nutricional. Ela pode até impedir o desenvolvimento de certas doenças hereditárias (alergias, por exemplo) em uma criança [1].
Do que a mãe precisa
Em um mundo ideal, você talvez passasse o primeiro ano da vida do seu bebê em uma fazenda orgânica, se alimentando do que a horta e o pomar têm a oferecer. Mas vamos ser realistas, você provavelmente mora em uma cidade. Se for o seu caso, não deixe de incluir os alimentos a seguir na sua dieta:
- azeite de oliva: ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 não apenas protegem contra a depressão pós-parto, mas também regulam o sistema imunológico da mãe e do bebê [2]
- peixes gordurosos: os mesmos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 [2], além do iodo, que ativa a glândula tireóide e ajuda a restaurar o equilíbrio hormonal [3]
- produtos à base de soja: a genisteína, uma substância que neutraliza os efeitos prejudiciais do bisfenol (composto utilizado para fazer embalagens plásticas de alimentos) e ajuda a restaurar a sensibilidade à insulina nas células [1]
- espinafre e brócolis ou outros alimentos ricos em ácido fólico: ajuda a neutralizar o dano causado pelo cigarro ou pelo fumo passivo [1]
Do que o bebê precisa
Todos os nutrientes que a mãe recebe dos alimentos – ômega-3, iodo, genisteína, ácido fólico – passa pelo leite materno e, pelo em parte, compensa o dano causado por um ambiente prejudicial. Pesquisas mostrar que amamentar exclusivamente pelos primeiros seis meses de vida do bebê reduz a probabilidade de alergias, obesidade e asma na criança [4, 5].







