PT
experimente amma hoje
O que é síndrome de transfusão entre gêmeos?
Gravidez

O que é síndrome de transfusão entre gêmeos?

3 min de leituraSemana 15
Pontos-chave
3 min
  • Monitore regularmente sua gestação gemelar monocoriônica com ultrassons frequentes para detectar precocemente a síndrome de transfusão entre gêmeos.
  • Reconheça que a STG afeta 15-20% das gestações que compartilham placenta, causando desequilíbrio sanguíneo entre os bebês.
  • Busque tratamento imediato se diagnosticada com STG grave - opções incluem amniorredução, fotocoagulação a laser ou septostomia.
  • Compreenda que casos leves podem ser monitorados sem intervenção, pois às vezes se resolvem naturalmente.

A Síndrome de Transfusão Entre Gêmeos (STG) é uma complicação que afeta 15-20% das gestações monocoriônicas, onde gêmeos compartilham a mesma placenta. Ocorre quando conexões vasculares fazem sangue passar de um bebê para outro, causando desequilíbrio que pode ser fatal se não tratado.

amma app

Acompanhe sua gravidez no app

Conteúdo personalizado para sua semana de gravidez

Baixar App

Uma gestação de gêmeos é sempre mais desafiadora. E se for revelado que os bebês compartilham uma única placenta (e ainda mais se compartilharem a mesma bolsa fetal), a gestante vai precisar de monitoramento especial. A maior preocupação dos médicos é perder o desenvolvimento da síndrome de transfusão entre gêmeos.

O que é a síndrome da transfusão entre gêmeos ou síndrome de transfusão gemelar?

A Síndrome da Transfusão entre Gêmeos (STG), ou Síndrome de Transfusão Feto-Fetal, é uma complicação que ocorre apenas em gestações monocoriônicas, em que os gêmeos (ou múltiplos) compartilham a mesma placenta.

Em geral, mesmo que a placenta seja compartilhada, o sangue é distribuído de maneira uniforme entre os bebês. Mas entre aproximadamente 15% a 20% dos casos [1], anastomoses se formam nessa placenta. Anastomoses são “túneis” entre os vasos por meio dos quais o sangue corre de um bebê (conhecido como doador) para o outro (o recebedor).

Como resultado, o recebedor não consegue lidar com o excesso de sangue, a bexiga se expande, um edema se forma, e o peso do saco gestacional aumenta. Ao mesmo tempo, o doador desenvolve anemia e pode sofrer privação de oxigênio, ter pouco líquido amniótico no saco gestacional e não consegue se desenvolver. Se não for tratada a tempo, os bebês podem não sobreviver [2].

Como saber se tenho STG?

Durante os primeiros exames (por volta das semanas 11 e 14), seu médico vai poder determinar se você está gestando gêmeos e que tipos de gêmeos (univitelinos ou bivitelinos). Se seus bebês estiverem compartilhando a placenta, é provável que você precise fazer um ultrassom com bastante frequência, para que o início da STG seja rapidamente identificado [3].

O que acontece se STG é detectada?

As ações depois do diagnóstico dependem de muitas circunstâncias. Antes de mais nada, a severidade da síndrome precisa ser considerada. Durante os estágio iniciais (quando não há nenhum sintoma além de uma leve falta de líquido amniótico em um e polidrâmnio no outro), os médicos muitas vezes optam por uma abordagem de observar mais. Em alguns casos, as complicações não se desenvolvem ou as anastomoses se fecham por conta própria, e a gestação pode prosseguir sem intervenção [4]. Se a STG for grave, tratamentos serão necessários. Diferentes tipos de tratamento podem ser escolhidos em diferentes períodos gestacionais.

Quais são considerados os melhores tratamentos?

Três técnicas são amplamente usadas:

  • Retirada do excesso de líquido amniótico (amniorredução);

  • Selagem dos vasos da placenta com laser (fotocoagulação a laser);

  • Perfuração da membrana entre os gêmeos (septostomia) para restaurar o equilíbrio do líquido amniótico [2].

A fotocoagulação a laser é considerada o método mais moderno e eficaz. No entanto, emle não constuma ser utilizado até a 26a semana. Se a necessidade desse tratamento ocorrer mais adiante na gravidez, e se o médico não tiver experiência com coagulação vascular, é provável que seja oferecido à gestante um procedimento de amniorredução, que alivia a situação e permite que a gravidez seja mantida até pelo menos a 28ª semana (quando as chances de sobrevivência e saúde dos bebês prematuros já é mais alta) [2, 4].


Perguntas frequentes

A STG é causada por anastomoses (conexões vasculares) na placenta compartilhada, criando túneis por onde o sangue passa de um bebê (doador) para outro (receptor). Isso acontece em 15-20% das gestações monocoriônicas.

O diagnóstico é feito através de ultrassons frequentes que detectam diferenças no líquido amniótico entre os sacos gestacionais. O médico observa oligoidrâmnio em um bebê e polidrâmnio no outro.

A fotocoagulação a laser é considerada o tratamento mais moderno e eficaz, selando os vasos problemáticos da placenta. É geralmente usada até a 26ª semana de gestação.

Casos leves podem se resolver naturalmente quando as anastomoses se fecham sozinhas. Porém, casos graves não tratados podem resultar em morte fetal, sendo essencial o acompanhamento médico.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

Conheça nossos especialistas médicos

Conteúdo revisado medicamente

Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 2 de agosto de 2025

Acompanhe sua gravidez em qualquer lugar

Avaliação 4.8417,594 avaliações