Os médicos recomendam limitar a ingestão de cafeína a 200 mg por dia [1]. Essa regra geral é amplamente baseada em tradição, mais do que em ciência. Vamos ver se ela se justifica:
Quantas xícaras de café equivalem a 200 mg de cafeína?
É importante entender que a cafeína não é encontrada apenas no café. E 200 mg equivalem a:
Uma xícara de café comum;
Duas xícaras de café instantâneo;
Duas xícaras de chá preto ou verde;
Cinco latas de refrigerante de cola;
400 g de chocolate escuro [2].
No entanto, nos últimos dois casos, a quantidade de açúcar é um motivo maior de preocupação que a cafeína.
Por que o café é prejudicial na gravidez?
Tradicionalmente, sempre se acreditou que o café causava abortos naturais , partos prematuros e bebês abaixo do peso. Mas na verdade, pesquisas clínicas sérias sobre esse tema não foram realizadas. Uma análise de todas as publicações científicas revela [3] crenças populares sobre os perigos do café são bastante exageradas. Mulheres que bebem mais do que três xícaras de café por dia têm tanta probabilidade de ter uma gravidez normal e um bebê saudável quanto aquelas que abriram mão do café durante a gestação.
O café pode causar problemas sérios em uma criança no futuro?
Parece que quando as pesquisas sobre os efeitos da cafeína estavam apenas começando, um sério descuido ocorreu. Notou-se que, se a mãe consome mais do que 900 mg de café por dia (o que é muito café!), então a probabilidade de doenças sérias na criança aumentavam. Mas mais tarde foi revelado que apenas fumantes contumazes consumiam essa quantidade de café! E todo o dano tradicionalmente atribuído ao café, na verdade, vinha dos cigarros [4].
DIto isso, quando você está grávida, seu desejo por café pode mudar. Muitas futuras mães não abrem mão do café por achar que ele pode ser prejudicial, mas porque ele causa enjoo.







