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Riscos e causas de abortos espontâneos
Gravidez

Riscos e causas de abortos espontâneos

3 min de leituraSemana 4
Pontos-chave
3 min
  • Entenda que apenas 1% das mulheres sofrem abortos recorrentes, enquanto até 20% das gestações podem terminar espontaneamente nos primeiros estágios
  • Procure um especialista em genética se houver abortos repetidos, pois cerca de metade está associada a defeitos cromossômicos antes de 12 semanas
  • Realize exames de sangue para detectar a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF), responsável por até 20% dos abortos recorrentes
  • Avalie possíveis causas hormonais como defeito da fase lútea, que pode impedir a implantação adequada do embrião no endométrio
  • Investigue causas anatômicas através de ultrassom, como útero bicorno, miomas ou pólipos, que podem ser corrigidas cirurgicamente

Abortos espontâneos afetam até 20% das gestações, sendo metade causada por defeitos cromossômicos. Apenas 1% das mulheres sofrem abortos recorrentes, que podem ter causas genéticas, hormonais, imunológicas ou anatômicas tratáveis.

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Algumas pessoas podem ficar preocupadas e ansiosas com uma nova gestação depois da dor de sofrer um aborto. Mas um aborto espontâneo não é um indicador do que vai acontecer em gestações futuras. Por diversos motivos, até 20% das gestações podem acabar nos primeiros estágios, mas abortos repetidos acontecem com apenas 1% das mulheres [1].

Qual é o impacto dos fatores genéticos em um aborto espontâneo?

Cerca de metade dos abortos espontâneos estão associados a defeitos cromossômicos e ocorrem antes de 12 semanas [2]. Com frequência eles ocorrem uma única vez. Mas se houver mutações cromossômicas em um dos pais, os abortos podem se tornar mais recorrentes. Por isso, em caso de repetidos abortos espontâneos, vale a pena procurar um especialista em genética. Esses profissionais podem recomendar FIV com diagnóstico pré-implantação [2], o que significa implantar apenas embriões saudáveis no útero.

Um aborto espontâneo pode ser causado por um sistema imunológico comprometido?

Até 20% dos abortos recorrentes é causado pela síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF), uma doença autoimune que aumenta os coágulos no sangue [2]. Os vasos sanguíneos são bloqueados pelos coágulos, o que provoca a morte do embrião. Isso costuma acontecer por volta da 10ª semana, durante a formação da placenta. Esses casos são conhecidos como abortos retidos porque eles ocorrem sem os sintomas de sempre e sem que o material conceptual seja expelido pelo corpo. Exames de sangue vão identificar anticoagulante lúpico e níveis de anticorpos antifosfolipídicos para detectar o SAF. Com base nos resultados, medicamentos podem ser prescritos para evitar trombose. O ideal é começar o tratamento antes da gravidez, e às vezes a mãe precisa continuar o tratamento até o parto.

Como os hormônios aumentam o risco de um aborto espontâneo?

O chamado defeito da fase lútea é outra causa comum para abortos. Depois que o óvulo é liberado do folículo, o corpo lúteo deve se formar no ovário, que é responsável pela produção de progesterona e pelo espessamento do endométrio (o revestimento do útero). Se ocorrer a fertilização, a implantação bem-sucedida vai depender da atividade do corpo lúteo. Se ele não cumprir sua função, e o revestimento do endométrio continuar fino, o embrião não consegue se fixar, e isso causa o aborto. Em alguns casos, terapia hormonal pode ajudar.

Causas anatômicas podem aumentar o risco de um aborto?

Um útero bicorno, um septo interno no útero, miomas grandes, cicatrizes e pólipos podem causar abortos recorrentes [1]. Em geral, eles podem ser diagnosticados por um ultrassom ou, nos casos mais difíceis, com histerossalpingografia. E podem ser resolvidos com cirurgia.

Infelizmente, não é possível determinar a causa dos abortos recorrentes entre 50% e 70% dos casos [1]. Talvez seja preciso prestar atenção não apenas a fatores físicos, mas também os psicológicos e sociais.

Muitas mulheres podem ovular e engravidar até duas semanas depois de um aborto espontâneo [3]. É importante se sentir física e emocionalmente pronta para engravidar de novo. Lidar com um aborto pode ser difícil, então converse com seus médicos para obter orientação e apoio depois dessa perda.

Este artigo foi escrito em associação com a UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU.


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Perguntas frequentes

Cerca de metade dos abortos espontâneos está associada a defeitos cromossômicos e ocorre antes de 12 semanas. Esses defeitos genéticos geralmente acontecem uma única vez e não indicam problemas futuros.

Sim, o defeito da fase lútea é uma causa comum. Quando o corpo lúteo não produz progesterona suficiente, o endométrio fica fino e o embrião não consegue se implantar adequadamente.

Exames de sangue podem detectar anticoagulante lúpico e anticorpos antifosfolipídicos. Esta síndrome causa coágulos que bloqueiam vasos sanguíneos e é responsável por até 20% dos abortos recorrentes.

Fisicamente, mulheres podem ovular e engravidar até duas semanas após um aborto espontâneo. Porém, é importante considerar também o bem-estar emocional antes de tentar novamente.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 5 de agosto de 2025

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