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O que você precisa saber sobre anestesia durante o parto
Gravidez

O que você precisa saber sobre anestesia durante o parto

4 min de leituraSemana 37
Pontos-chave
4 min
  • Converse com seu médico antecipadamente sobre as opções de anestesia disponíveis durante o parto, incluindo peridural, raquidiana e analgésicos intravenosos.
  • Entenda que a peridural reduz a intensidade da dor sem eliminar completamente as sensações, permitindo maior controle durante o parto.
  • Considere que todos os anestésicos têm efeitos colaterais, mas podem proporcionar uma experiência de parto mais positiva segundo a OMS.
  • Avalie suas condições de saúde previamente, pois infecções lombares e doenças cardíacas podem contraindicar alguns tipos de anestesia.
  • Saiba que a anestesia raquidiana age mais rapidamente que a peridural, mas requer maior habilidade técnica do anestesiologista.

A anestesia durante o parto inclui peridural, raquidiana e analgésicos intravenosos. A peridural reduz a dor injetando medicamentos no espaço epidural, permitindo controle consciente. A OMS considera segura e benéfica para uma experiência positiva de parto.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que a anestesia ajuda a proporcionar às mulheres uma "experiência positiva de parto" e, em última análise, tem muitas mais vantagens do que desvantagens [1].

Quais métodos de controle da dor são permitidos pela OMS?

Tanto a anestesia peridural, também conhecida como epidural, quanto a raquidiana, além de diversas várias técnicas de massagem e relaxamento, podem ser usadas durante o parto, dependendo das preferências pessoais. No entanto, é necessário entender que todos os anestésicos têm efeitos colaterais, enquanto os outros métodos de alívio da dor costumam ser menos eficazes.

Em muitos países, a gestante pode optar pela anestesia peridural se desejar [1, 2].

Como funciona a peridural?

Medicamentos analgésicos são injetados no espaço epidural entre a dura-máter da medula espinhal e o periósteo na região lombar. Como resultado, os impulsos nervosos da parte inferior do corpo são bloqueados, e as sensações são reduzidas. O objetivo não é bloquear todas as sensações da parte inferior do corpo, e sim reduzir a intensidade da dor. No entanto, às vezes, dependendo da dosagem e da escolha do medicamento, todas as sensações podem cessar, e a parturiente pode não notar o impulso para começar a fazer força. Nesse caso, ela não vai conseguir fazer força acompanhando as contrações, e o parto pode ser adiado por algumas horas até que a sensação seja recuperada. Outra opção é o médico usar o fórceps para ajudar o bebê a passar pelo canal de parto [3]. Isso é considerado normal e não coloca a vida do bebê em risco.

Por outro lado, quando uma mulher não é distraída pela dor, ela consegue interagir melhor com o médico, com as enfermeiras ou a parteira, o que pode significar um parto mais consciente e controlado [1].

A anestesia raquidiana e peridural são a mesma coisa?

Para a paciente, sim. Mas não para o médico. Com a anestesia raquidiana, o medicamento é injetado de forma mais profunda do que com a peridural — no espaço onde está o líquido cefalorraquidiano. Portanto, o efeito é mais rápido, e menos medicamentos são necessários. Mas a habilidade do anestesiologista precisa ser maior.

Como funcionam os analgésicos intravenosos?

A injeção intravenosa de narcóticos reduz a sensibilidade à dor em geral, no corpo todo. Isso representa um desafio para o médico; com uma pequena dose, não é possível eliminar a dor, mas com uma dose maior, ocorre sonolência, e a mulher tem pouco controle sobre o que está acontecendo. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, vômitos e problemas respiratórios no recém-nascido. No entanto, é tecnicamente muito mais fácil fazer uma injeção intravenosa do medicamento do que realizar manipulações perto da medula espinhal. Por isso, a OMS permite seu uso [1].

Quando não devo tomar uma peridural?

Se você planeja tomar anestesia, consulte seu médico com antecedência para considerar todos os detalhes que podem complicar o procedimento, incluindo [2, 3]:

  • infecção na região lombar,

  • doenças cardíacas,

  • doenças neurológicas,

  • lesões passadas na medula,

  • IMC muito alto (> 40).

Quais são os efeitos colaterais e as complicações possíveis da anestesia peridural?

Ela pode levar a [3]:

  • trabalho de parto mais longo;

  • mobilidade limitada na parte inferior do corpo e, consequentemente, incapacidade de escolher uma posição mais confortável para o parto;

  • aumento da temperatura;

  • queda na pressão arterial (hipotensão);

  • lesão da medula espinhal e complicações neurológicas relacionadas;

  • retenção urinária após o parto (o que também acontece após a anestesia raquidiana, mas com menos frequência);

  • dores de cabeça fortes;

  • dores nas costas (até três semanas após o parto);

  • complicações infecciosas, como meningite e meningoencefalite.

O bebê não é prejudicado pela anestesia peridural. Crianças nascidas com alívio da dor não apresentam pontuações de Apgar mais baixas do que as que nascem sem nenhuma intervenção médica [4].

Sob anestesia, vou ter que parir deitada?

De jeito nenhum. Com a anestesia epidural, a gestante fica totalmente consciente e pode escolher a posição mais confortável para o parto [1].

É importante consultar seu médico para discutir as melhores opções de alívio da dor para você e seu bebê durante a gravidez.

Este artigo foi escrito em parceria com a UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU.


Perguntas frequentes

A peridural é aplicada no espaço epidural, enquanto a raquidiana é injetada mais profundamente, no líquido cefalorraquidiano. A raquidiana age mais rápido e usa menos medicamento, mas exige maior habilidade técnica do médico.

Sim, a anestesia peridural é considerada segura pela OMS. Pode ocasionalmente prolongar o trabalho de parto, mas isso é normal e não coloca a vida do bebê em risco.

Você não deve tomar peridural se tiver infecção na região lombar, doenças cardíacas ou outras condições específicas. É essencial consultar seu médico antecipadamente para avaliar contraindicações.

Medicamentos analgésicos são injetados no espaço epidural na região lombar, bloqueando os impulsos nervosos. O objetivo é reduzir a intensidade da dor, não eliminar todas as sensações.

Os efeitos colaterais podem incluir prolongamento do trabalho de parto e possível necessidade de fórceps. Com analgésicos intravenosos, podem ocorrer náuseas, vômitos e problemas respiratórios no recém-nascido.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 9 de dezembro de 2024

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