Fizemos uma comparação de quanto o nascimento de uma criança custa nos Estados Unidos, na França, na Coreia do Sul, na Suécia e na Suíça:
A OMS tem recomendações claras sobre como oferecer cuidado pré-natal para futuras mães [1]. Mesmo assim, muitas coisas dependem dos benefícios, do apoio estatal e das práticas culturais de cada país.
Coreia do Sul
Na Coreia do Sul, as mulheres se consultam com o mesmo médico ao longo da gravidez e fazem o parto na mesma clínica. O sistema de saúde nacional sul-coreano (NHI) cobre os custos de [2]:
consulta inicial e retorno com um ginecologista/obstetra;
todos os exames necessários (US$ 25-70);
cursos preparatórios para o parto ;
parto (normal, cerca de US$ 500; cesária , cerca de US$ 2.000).
Sem plano de saúde, esses custos são muito mais altos.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, assim como na Coreia do Sul, o mesmo médico cuida da gravidez e do parto. Costuma ser um ginecologista-obstetra que tem seu próprio consultório e tem relação com um hospital específico [3]. A primeira consulta em geral acontece na 11ª ou 12º semana. São feitas três ultrassonografias : por volta da 12ª, da 20ª e da 36ª semanas. O custo da gravidez e do parto nos Estados Unidos depende muito do estado e da cobertura a que a mãe tem acesso pelo seu empregador. O copagamento médio de um parto é US$ 4.000 [4].
França
Na França, exames médicos compulsórios feitos por um ginecologista são pagos pelo Estado entre o quinto mês de gravidez e a segunda semana depois do parto [5]. Um plano de acompanhamento da gestação inclui:
sete consultas médicas;
exames e análises biológicos (exames de sangue e urina);
três ultrassons;
entrevista inicial pré-natal obrigatória, que é uma oportunidade de conversar com o seu médico seu plano de parto e suas necessidades específicas;
sete sessões de preparação para o parto e a maternidade .
Na França o parto é feito por um médico ou uma doula , se não houver complicações. O parto em um hospital público é gratuito . Em termos de crescimento populacional, a França lidera todos os países europeus [6].
Suécia
Na Suécia, grávidas ficam sob os cuidados de enfermeiras-obstétricas. Se surgir um caso difícil , elas são encaminhadas para exames com médicos. A primeira consulta em geral acontece entre a 8ª e a 12ª semanas. A parteira mantém um diário durante a gravidez e registra o resultado de exames, peso, dados de saúde e informações adicionais sobre o bem-estar da gestante. Diferente de muitos outros países, os ultrassons só são feitos duas vezes. A Suécia tem orgulho de suas estatísticas, porque a mortalidade materna é uma das mais baixas do mundo [7]. Todas as grávidas têm direitos a cuidados na gestação e parto gratuitos.
Suíça
O pacote básico de cobertura na Suíça inclui:
consultas médicas;
ultrassons;
cuidado pré-natal e pós-parto;
exames das mamas e para câncer cervical;
exames de urina e sangue.
Além disso, o custo total do parto na ala comunitária do hospital ou o custo de uma doula são cobertos se a mulher der à luz em casa ou em uma maternidade [3]. Para acompanhar a gestação, a mulher pode recorrer a uma doula que vai atendê-la em casa, vai à clínica ou à maternidade. Na Suíça, os médicos prestam atenção especial a diagnósticos perinatal e exames avançados de DNA, que permitem a identificação precoce de patologias de desenvolvimento no bebê [8].






