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Bebê novo, vida nova: a perspectiva do pai
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Bebê novo, vida nova: a perspectiva do pai

3 min de leituraSemana 28
Pontos-chave
3 min
  • Compreenda que a formação do vínculo paterno acontece gradualmente - é normal não sentir conexão imediata com o bebê
  • Reconheça as mudanças hormonais: testosterona diminui enquanto oxitocina e prolactina aumentam, tornando você mais sensível
  • Aceite a diminuição temporária da libido como processo natural que ajuda o casal a focar no cuidado do bebê
  • Equilibre o foco na carreira com tempo de qualidade com o bebê para fortalecer os vínculos paternos
  • Fique atento aos sinais de depressão pós-parto masculina, que afeta 26% dos novos pais

A paternidade transforma o homem através de mudanças hormonais: testosterona diminui, oxitocina e prolactina aumentam. Essas alterações despertam instintos paternos, reduzem agressividade e podem causar diminuição da libido temporariamente, sendo um processo natural de adaptação.

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No passado, os pais mal pegavam um recém-nascido no colo, quanto mais trocar uma fralda. Mas na era moderna, os homens estão assumindo cada vez mais responsabilidades na criação dos filhos. No entanto, assim como acontece com as novas mães, a vida do pai tem uma curva de aprendizado. No começo, ele pode ter sensações estranhas , a ponto de chegar a achar que o filho não é seu. Isso é normal: a formação do vínculo nos homens acontece muito depois do que nas mulheres [1].

Mas com o tempo, o pai chega lá. Quanto mais tempo ele passa com o bebê no colo, quanto mais o embala e o coloca para dormir, mais carinho é despertado nele.

Treinamento de sensibilidade

Depois do nascimento do bebê, o nível de testosterona, o hormônio associado à agressividade, de um homem diminui [2]. Ao mesmo tempo, a concentração de oxitocina, o hormônio do amor, aumenta no sangue e, sob sua influência, o homem se torna mais atento ao bebê, reconhecendo melhor suas emoções e necessidades [3].

Outro hormônio, a prolactina, desperta os instintos paternos nos homens [4]. Nas mulheres, o mesmo hormônio é responsável pela produção do leite materno. Sob a influência da prolactina, pais de primeira viagem brincam com o bebê e, por meio dessas brincadeiras, explicam para ele como o mundo funciona [3].

Diminuição da libido

Pais novos costumam ter uma diminuição na libido, por causa dos hormônios, em especial a prolactina. Ela também reduz o desejo da mãe nos primeiros meses depois do nascimento do bebê [3].

Não se preocupa que a falta de sexo vai arruinar a relação entre os pais. Cientistas sugerem que esse é um mecanismo natural que ajuda as duas partes a se concentrar no cuidado com o bebê [3].

Além do mais, existem evidências científicas de até o mesmo o casal mais forte e harmonioso enfrenta uma grande diminuição na atividade sexual depois do nascimento de uma crianças [5]

Foco na carreira dele

Muitas vezes, pais de primeira viagem colocam mais foco e motivação no trabalho depois do nascimento de um filho. E a recompensa chega. A diferença de salário que discrimina as mães favorece os pais: pesquisas revelam que os empregadores favorecem mais homens com filhos quando fazem contratações [6], e os pais também podem contar com salários mais altos que homens sem filhos [7].

Enquanto as alegrias da paternidade podem revigorar a carreira de um homem, existe um lado ruim. Homens que assumem mais responsabilidades no trabalho não conseguem dedicar tanto tempo ao bebê . Um equilíbrio saudável é necessário aqui. Lembre-se: aqueles pequenos momentos de conexão – como embalar o bebê para fazê-lo dormir ou levá-lo ao parque – não têm preço.

Pais também têm depressão pós-parto

A depressão pós-parto também afeta os homens. Ela acontece com 26% dos novos pais [8]. Além disso, a depressão pode se intensificar durante os cinco anos seguintes [9].

De novo, a questão são os hormônios. A prolactina e a oxitocina fazem o pai se sentir mais próximo do bebê, mas os efeitos colaterais incluem fadiga, perda de energia, ondas de calor, irritabilidade e mudanças de humor. Para completar, a privação de sono também afeta a saúde mental. Juntando todos esses fatores, surge uma mistura explosiva que causa depressão. Os riscos são potencializados pelas incertezas financeiras, dificuldades com a saúde da criança e problemas na relação [10].

Fotо: Vanessa Loring / Pexels


Perguntas frequentes

Sim, é completamente normal. A formação do vínculo paterno acontece mais tarde que o materno. Quanto mais tempo o pai passa cuidando do bebê, mais forte fica a conexão emocional.

A testosterona diminui, reduzindo a agressividade. A oxitocina e prolactina aumentam, despertando instintos paternos e tornando o homem mais atento às necessidades do bebê.

A prolactina reduz o desejo sexual tanto no pai quanto na mãe. É um mecanismo natural que ajuda o casal a focar no cuidado do recém-nascido durante os primeiros meses.

Sim, a depressão pós-parto afeta 26% dos novos pais. As mudanças hormonais podem causar fadiga, ansiedade e outros sintomas que podem se intensificar nos primeiros cinco anos.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 11 de outubro de 2024

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