Como garantir que você esteja se alimentando corretamente
Se você está saudável de modo geral, uma alimentação adequada e atividades físicas moderadas são tudo de que você precisa enquanto planeja sua gravidez.
A dificuldade é que o conceito de "alimentação adequada" é um tanto vago. Até mesmo a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem pelo menos três versões dessa definição.
Alimentação balanceada [1]
O principal fator de uma alimentação balanceada é formulado da seguinte forma: "A ingestão de energia (calorias) deve estar em equilíbrio com o gasto de energia" [1]. Uma dieta saudável contém:
Grandes porções de vegetais, frutas, legumes e cereais;
A ingestão de gordura não deve ultrapassar 30% do total de calorias. Gorduras saturadas (manteiga, banha, creme azedo, creme, azeite de dendê e óleo de coco) devem somar menos de 10%. A preferência deve ser dada às gorduras insaturadas (óleos vegetais e de óleo de peixe);
Os açúcares não devem exceder 10% do total de calorias na dieta. É melhor substituir doces por frutas.
Você precisa ingerir pelo menos cinco porções de vegetais e frutas por dia (400 g). Batatas não estão incluídas.
Reduza o consumo de sal para 5 gramas por dia.
Dieta mediterrânea [2]
Costuma ser apresentada em forma de pirâmide, a dieta mediterrânea inclui cereais, batatas, legumes, pão e vegetais na base. O nível seguinte inclui frutas, oleaginosas, laticínios (iogurte e queijos) em moderação. Peixe, frango e ovos de 0 a 4 vezes por semana. A fonte principal de gordura é o azeite de oliva. Gorduras saturadas (principalmente nos queijos) representam 7% do total de calorias da dieta [3]. Desde meados dos anos 1990, a dieta é bastante popular nos Estados Unidos, onde seus efeitos durante a gravidez foram estudados. Existem evidências de que manter a dieta mediterrânea durante a gestação reduz a probabilidade de parto prematuro e diabetes gestacional [4].
Dieta escandinava [2]
A dieta escandinava é diferente da mediterrânea pelo mais alto consumo de peixe (essa é a base da dieta) [2] e óleo de colza é usado, em vez de azeite. Além disso, em países nórdicos, aveia, cevada e centeio substituem o arroz nos grãos [5] e muito das frutas é substituído por frutas silvestres. Os escandinavos também consomem muito leite – muito mais do que sucos de fruta [6].
Um estudo foi realizado na Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca por 10 anos (de 1999 até 2008, inclusive) para descobrir como a dieta escandinava afeta a gravidez. Um estudo com mais de 72 mil mulheres demonstrou que aderir à dieta escandinava reduz significativamente a probabilidade de pré-eclâmpsia, uma séria complicação na gravidez [6].






