Descubra por que a criança se comporta mal e o que fazer, como estabelecer uma conexão emocional com ela e como lidar com situações difíceis, enquanto mantém uma relação saudável com seu parceiro.
O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido, Philippa Perry (2020)
O quê: Apesar do título chamativo, não há nada de excessivo nessa obra. Em vez disso, este livro está cheio de observações importantes de uma psicoterapeuta que está na ativa e aconselha pais há 20 anos. Philippa Perry nos incentiva a olhar para os nossos filhos não como um projeto , mas como pessoas que estão vivas e têm sentimentos e pensamentos próprios. O comportamento de uma criança não é um problema que precisa ser solucionado, mas uma manifestação de seu estado interior que deve ser aceito e compreendido.
Não se trata de mais um manual de solução de conflitos, mas um convite ao diálogo. Existem muitos exercícios no livro que ajudam a entender o motivo para alguns sentimentos, de onde vêm as suas reações. Você também vai aprender a estabelecer um contato emocional com o bebê durante a gravidez, se colocar no lugar dele, entender seus medos e suas preocupações.
Quem vai considerá-lo útil: De acordo com a autora, esse é um livro para “pais que não apenas amam seus filhos, mas também querem gostar deles”.
Trecho: “Com frequência, quando preferimos que algo não estivesse acontecendo ou não tivesse acontecido, mentimos por omissão para nossos filhos. É natural querer proteger nossas crianças de sentimentos difíceis, mas o problema não são os sentimentos, é o nosso medo dos sentimentos deles”.
Raising Human Beings: Creating a Collaborative Partnership with Your Child, Ross Greene (2017)
O quê: O psicólogo Ross Greene está convencido de que as crianças se comportam bem quando podem. Se elas são impulsivas, significa que seu sistema nervoso ainda não consegue lidar com a irritação de que o mundo nem sempre é como elas querem. Portanto, os pais precisam ser os guias para ajudá-las a aprendem a lidar com suas emoções e oferecer soluções para os problemas.
Quem vai considerá-lo útil: Pais que precisam de uma receita específica para entender e interagir com os filhos. O autor oferece um método bem claro para solucionar problemas com os filhos e analisa conflitos típicos com exemplos específicos.
Trecho: “A maioria das crianças atende a maior parte das expectativas depositadas nelas quase sempre. Mas cada criança tem dificuldade para corresponder algumas dessas expectativas às vezes, algumas mais do que outras. Em outras palavras, em algumas ocasiões surgem incompatibilidades entre as características da criança e as exigências e expectativas depositadas nelas”.
Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar, de Adele Faber e Elaine Mazlish (2003)
O quê: As renomadas especialistas em criação e comunicação com crianças Faber e Mazlish explicam como se comunicar com os filhos com métodos testados e aprovados para construir relações de confiança, profundas e duradouras. Esse livro oferece orientações para lidar com as emoções negativas da criança, como expressar seus próprios sentimentos, além de comunicar seus limites, incentivar a boa vontade e a cooperação da criança, promover a autodisciplina, solucionar conflitos e formas úteis de elogiar.
Quem vai considerá-lo útil: Pais e profissionais que trabalham com crianças de todas as idades vão achar esse livro útil para aprender habilidades cotidianas de comunicação com os mais jovens.
Trecho: “Algumas crianças conseguem dizer por que estão com medo, com raiva ou infelizes. Mas, para muitas, a pergunta ‘por quê’ só piora a situação. Além do incômodo original, elas precisam analisar a causa e pensar numa explicação razoável. Com muita frequência, as crianças não sabem por que estão sentindo o que estão sentindo. Em outras situações, elas ficam relutantes em explicar porque têm medo de que, aos olhos do adulto, a razão não pareça boa o bastante. (‘Você está chorando por isso?’). É muito melhor para uma criança ou adolescente ouvir ‘Estou vendo que alguma coisa deixou você triste’, em vez de ser interrogada com ‘O que aconteceu?’ ou ‘Por que você está se sentindo assim?’ É mais fácil conversar com um adulto que aceita o que ele ou ela está sentindo do que um que exige explicações”.
Fotо: Beatriz Pérez Moya / Unsplash






