A Síndrome do Gêmeo Desaparecido é um fenômeno cujas causas são basicamente desconhecidas. No início da gravidez, é possível ter dois (ou até três) embriões no útero, mas, em algum momento, um deles para de se desenvolver e só o outro permanece, praticamente sem vestígio do outro gêmeo.
Para onde vai o segundo gêmeo?
Nos estágio iniciais da gestação (até 12 semanas), o tecido é essencialmente reabsorvido pelo corpo da mãe e do embrião sobrevivente. Com menos frequência, ele é removido junto com a placenta depois do parto do gêmeo sobrevivente. Muito raramente, ocorrem situações em que a gestante vai para o hospital com todos os sintomas de um aborto espontâneo (sangramento, dores abdominais), e o ultrassom mostra que o bebê (remanescente) está vivo e bem no útero [1].
Quais são as causas?
A vasta maioria dos casos se devem a anormalidades cromossômicas. Em outras palavras, o gêmeo que desaparece tinha poucas chances de sobrevivência, e a natureza optou por concentrar todos os recursos no corpo da mãe e no desenvolvimento do bebê saudável [1].
Os gêmeos costumam desaparecer?
Até que o ultrassom fosse amplamente utilizado, a sídrome do gêmeo desaparecido era considerada extremamente rara (ela foi descrita pela primeira vez em 1945). De acordo com dados recentes, até 40% das gestações de múltiplos se transformam na de um único bebê até meados do segundo trimestre [2].
Como o desaparcimento de um gêmeo afeta o gêmeo remanscente?
Essa questão ainda não foi totalmente compreendida. Alguns estudos sugerem que uma gestação em que um gêmeo desaparece prossegue como uma gestação normal, sem riscos adicionais [3]. Outros dados sugerem que a probabilidade de um parto prematuro em caso de síndrome de gêmeo desaparecido é a mesma que de outras gestações de múltiplos. Ou seja, é provável que o gêmeo remanescente nasça prematuramente e com baixo peso [2]. Por isso, a gestante precisa ter cuidado e ir para o hospital mesmo quando tiver contrações de treinamento para tentar evitar um parto prematuro.







