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Por que é preciso medir a pressão arterial tantas vezes?
Gravidez

Por que é preciso medir a pressão arterial tantas vezes?

3 min de leituraSemana 13
Pontos-chave
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  • Meça a pressão arterial em todas as consultas pré-natais para detectar precocemente hipertensão crônica ou gestacional
  • Mantenha a pressão abaixo de 120/80 mm Hg para evitar complicações como pré-eclâmpsia e restrição do crescimento fetal
  • Monitore diariamente a pressão em casos de obesidade, diabetes, gestação múltipla ou histórico de pré-eclâmpsia
  • Procure seu médico imediatamente se a pressão permanecer elevada em múltiplas medições
  • Entenda que uma única medição alta não indica necessariamente hipertensão, mas múltiplas medições elevadas requerem atenção

A pressão arterial é medida frequentemente na gravidez para detectar hipertensão crônica ou gestacional, que podem causar complicações graves como pré-eclâmpsia, prejudicando o desenvolvimento fetal e a saúde materna.

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Assim que você vai ao ginecologista com a suspeita de uma gravidez, a primeira coisa que ele faz é medir sua pressão. E isso vai se repetir em todas as consultas. Esse é um procedimento muito importante!

O que a sua pressão arterial indica?

Saber como está sua pressão permite que seu médico faça um acompanhamento do seu histórico ao longo da gestação. Se houver alguma complicação associada à pressão alta, como hipertensão, ele estará atento.

Se você já tinha pressão alta antes de engravidar, isso se chama hipertensão crônica. Mas ela também pode ocorrer na segunda metade da gravidez, o que é conhecido como hipertensão gestacional. Os riscos e cuidados relacionados à hipertensão crônica e à hipertensão gestacional são diferentes. Então é importante saber quando essa hipertensão começou [1].

O que é considerado pressão alta e o que é considerado normal?

No resultado da medição, o primeiro número indica a pressão arterial sistólica (contração do coração) e o segundo, a pressão arterial diastólica (relaxamento).

O normal fica abaixo de 120/80 mm Hg. Se a pressão sistólica estiver entre 130 e 139 mm Hg, ou a diastólica, entre 80 e 89 mm Hg, isso é considerado estágio 1 de hipertensão. Pressão sistólica entre 140 mm Hg ou mais é considerada estágio 2 [2].

Por que a pressão alta é perigosa para gestantes?

Por causa da pressão arterial alta, o fluxo de sangue para a placenta diminui, e o bebê pode não receber oxigênio e nutrientes suficientes. Ele pode ficar abaixo do peso, os pulmões e o cérebro podem se desenvolver mais devagar e ele pode nascer prematuramente [1].

Também por causa da pressão alta, a gestante pode ter sangramentos, parto prematuro e danos a órgãos vitais: rins, coração, cérebro e pulmões [1]

Mas a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são as complicações mais perigosas relacionadas à pressão alta [3], afetando mãe e bebê. Elas se desenvolvem após a 20ª semana de gestação, então, se houver um aumento na pressão arterial nessa época, exames adicionais vão ajudar o médico a distinguir entre a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia [2].

Se a minha pressão ficou alta uma vez, mas não aconteceu mais. Continuo correndo risco?

Não necessariamente. Diversos fatores podem afetar a pressão arterial: a temperatura do ar, uma caminhada vigorosa, empolgação, medo de um procedimento, medicamentos, erros durante a medição, entre outros. Você não é considerada grupo de risco com base em apenas uma medição [4].

Preciso medir minha própria pressão o tempo todo?

Em caso de obesidade, diabetes ou hipertensão antes da gravidez, o médico vai indicar com que frequência você precisa medir sua pressão e o que fazer se os resultados mudarem [1].

É recomendado medir a pressão todo dia em caso de pré-eclâmpsia durante uma gestação anterior e em caso de gêmeos ou trigêmeos [2].

Este artigo foi escrito em associação com a UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU.


Perguntas frequentes

A pressão arterial normal na gravidez deve estar abaixo de 120/80 mm Hg. Valores entre 130-139/80-89 mm Hg indicam hipertensão estágio 1, e acima de 140 mm Hg sistólica caracteriza estágio 2.

A pressão alta reduz o fluxo sanguíneo para a placenta, prejudicando o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao bebê. Pode causar parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações graves como pré-eclâmpsia.

A pressão deve ser medida em todas as consultas pré-natais. Em casos de diabetes, obesidade ou histórico de pré-eclâmpsia, pode ser necessário monitoramento diário conforme orientação médica.

Não necessariamente. Fatores como temperatura, exercícios, estresse ou erros de medição podem alterar temporariamente a pressão. É preciso múltiplas medições elevadas para confirmar hipertensão.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 24 de junho de 2025

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