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Administrar a vida doméstica com um bebê
Gravidez

Administrar a vida doméstica com um bebê

4 min de leituraSemana 40
Pontos-chave
4 min
  • Faça uma lista dividindo todas as tarefas domésticas e cuidados com o bebê entre você e seu parceiro, alternando semanalmente para evitar confusões.
  • Comunique-se de forma clara e positiva com seu parceiro, fazendo pedidos específicos ao invés de acusações, e sempre demonstre gratidão pela ajuda.
  • Reconheça que suas emoções difíceis são naturais durante a adaptação à maternidade e seja gentil consigo mesma nos dias mais desafiadores.
  • Evite discussões na presença do bebê e lembre-se de que tanto você quanto seu parceiro estão cansados e fazendo o melhor possível.
  • Gerencie a culpa e vergonha lembrando que ter limitações não significa que você não está sendo uma boa mãe ou parceira.

Para administrar a vida doméstica com bebê, faça uma lista de tarefas dividida com seu parceiro, comunique-se de forma positiva pedindo ajuda específica, e seja gentil consigo mesma reconhecendo que emoções difíceis são naturais durante essa adaptação.

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Um bebê que acabou de chegar traz muita alegria para a sua vida, mas um novo tipo de estresse vem junto. Tanta coisa para fazer, e tão pouco tempo para fazer tudo! Sim, você está acostumada à sua vida doméstica, com seu parceiro ou seus familiares, mas essa rotina que parecia tão estabelecida pode desaparecer bem rápido com a urgência da maternidade. Antes que você se dê conta, todo mundo na casa está perdendo a paciência uns com os outros por causa da louça ou da roupa suja.

O que você pode fazer para evitar um esgotamento ou um conflito? Planejar.

Faça uma lista

Em primeiro lugar, faça uma lista de todas as tarefas, incluindo as novas que têm a ver com o bebê. Se você tiver um parceiro, divida a lista ao meio. Na primeira semana, você faz a primeira parte, e seu parceiro, a segunda. Na semana seguinte, vocês trocam. Por que fazer isso? Vocês nunca vão se confundir sobre quem faz o quê, então é menos provável que algo seja esquecido ou que alguém presuma que o outro está cuidando de uma tarefa.

Não descuide da comunicação

Se você sente que está fazendo a maior parte do trabalho doméstico, converse abertamente com seu parceiro. Peça ajuda. Não faça acusações nem tire conclusões precipitadas. Dizer coisas como “sou sempre eu quê…” ou “você fica vendo TV enquanto eu…” Em vez de colocar mais lenha na fogueira, faça pedidos claros e demonstre confiança no seu parceiro. É muito provável que ele fique feliz em ajudar se souber o que fazer [1].

Também não deixe de demonstrar que você aprecia seu parceiro; seja grata. É uma forma simples de diminuir a tensão. As pessoas ficam mais felizes em ajudar quando o pedido é feito de forma positiva e quando recebem um agradecimento [1].

Fique atenta às suas emoções

Com a tensão vêm a culpa e a vergonha. Quando você e seu parceiro brigam na frente do bebê, e ele capta a sua raiva, você se sente ainda pior. Tomem cuidado de não explodir um com o outro ou levantar a voz, especialmente na presença do bebê.

Lembre que vocês dois são humanos. E que estão cansados. Mesmo que um dos dois esteja em casa com o bebê, é muito trabalho.

Além disso, a maternidade costuma trazer a reboque algumas emoções difíceis enquanto você se ajusta às mudanças em sua vida. Perdas e frustrações acompanham as coisas boas. Seja gentil consigo mesma se estiver tendo um daqueles dias em que tudo dá vontade de chorar. Só porque você está cansada de trocar fraldas e de embalar um bebê que não para de chorar, isso não significa que você não ama seu filho [2]. Suas emoções são naturais.

A vergonha é irracional e improdutiva. Sentir vergonha não vai fazer de você uma mãe ou uma parceira melhor, e não vai fazer você se sentir melhor. Lembre que todo mundo fica cansado, todo mundo comete erros, e ter limitações não significa que você não esteja fazendo seu melhor. A vergonha pode fazer você achar que é uma má pessoa, mas não esqueça que esse é um sentimento, não a verdade sobre a situação [2].

Administre suas emoções

Sempre que sua crítica interna começar a envergonhar você por ter feito ou não ter feito algo, pare e preste atenção no que está indo bem. Note as coisas boas.

Quando você e seu parceiro discutirem por causa das responsabilidades — por exemplo, quando um de vocês quer ir para a academia, mas o outro está frustrado porque não tem minuto de paz! — lembre que é normal se ajustar ao novo papel de pai e mãe. Coloque seu foco no fato de que seu parceiro, que é pai do seu filho, se importa e está se esforçando. Iniciem um diálogo e façam concessões. Conversem sobre ajudar o outro a ter oportunidades de descansar e se recuperar sem ressentimentos [2].

Por último, esqueça a perfeição. Você está fazendo o melhor que pode nesta situação, e isso basta! Se precisar descansar e assistir TV enquanto alimenta o bebê, faça isso. Reconheça que você está cansada, que amamentar pode ser cansativo, e que o bebê está em segurança, que é amado e que está recebendo todo o cuidado de que precisa. Não se castigue por não colocar toda a sua atenção nele o tempo todo [2].

Foto: shutterstock


Perguntas frequentes

Faça uma lista completa de todas as tarefas, incluindo cuidados com o bebê, e divida ao meio com seu parceiro. Alternem semanalmente para que ambos experimentem diferentes responsabilidades e ninguém se sinta sobrecarregado.

Sim, é completamente normal sentir emoções difíceis durante a adaptação à maternidade. Cansaço, frustração e até vontade de chorar são sentimentos naturais que não significam que você não ama seu filho.

Faça pedidos claros e específicos ao invés de acusações. Evite frases como 'sempre sou eu que faço' e prefira demonstrar confiança no seu parceiro, agradecendo sempre pela ajuda recebida.

Lembre-se de que ter limitações é humano e não significa que você não está fazendo seu melhor. A vergonha é improdutiva - foque em ser gentil consigo mesma e reconheça que todos cometem erros.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 16 de março de 2025

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