A privação de sono continua
Os pontos já sararam, os lóquios pararam, você basicamente se entendeu com a amamentação. Então está tudo bem, certo? Não. Ainda que algumas coisas tenham se tornado mais rotineiras, muitas mulheres se sentem fracas e exaustas por volta do segundo mês. Isso tem uma razão: o estresse e a privação de sono desses dois meses se acumularam.
Muitas mulheres nos países desenvolvidos chegam a parar de amamentar por volta dessa época, apenas porque não têm mais forças. Pesquisas no Reino Unido [1] revelaram que quase 100% das mulheres continuam amamentando quando têm uma rede de apoio forte: um parceiro ou parceira, avôs e avós, amigos e um bom sistema de saúde. Mas apenas metade continua se recebe apoio de amigos e familiares, mas não pode contar com a ajuda profissional de médicos, psicólogos e consultoras de amamentação. E apenas 13% das mulheres continuam amamentando depois dos dois meses se não tem ninguém com quem contar, exceto o parceiro ou a avó do bebê (em geral do lado materno) [1, 2].
Muitas mães optam por interromper a amamentação por considerá-la estressante [3], mas a transição para a mamadeira pode ser igualmente estressante e levar ao desenvolvimento de depressão pós-parto [4].
A solução: você não precisa arcar com toda a responsabilidade sozinha. Suas habilidades agora dependem do seu entorno. Está na hora de delegar quaisquer tarefas que não sejam amamentar para familiares, amigos, colegas e, se você puder, para alguma forma de ajuda contratada. Talvez você precise de algo além de tempo para você mesma; talvez seja o caso de procurar uma terapia que ajude você a lidar com suas emoções durante o começo dessa jornada pela maternidade [4].
Para mães que não podem ter acesso à ajuda de que precisam, seja qual for a razão, lembre que as escolhas de cuidar tanto de você quanto do seu bebê são muito importantes. Se precisar parar de amamentar por alguma razão, isso não é motivo para sentir vergonha.







