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Por que recém-nascidos precisam ficar no colo?
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Por que recém-nascidos precisam ficar no colo?

3 min de leitura
Pontos-chave
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  • Segure seu bebê no colo sempre que possível, especialmente nas primeiras semanas de vida para estimular a produção de ocitocina
  • Entenda que o toque físico é tão importante quanto a alimentação para o desenvolvimento saudável do seu recém-nascido
  • Aproveite os benefícios mútuos do contato pele a pele, que reduz a ansiedade tanto da mãe quanto do bebê
  • Saiba que bebês que recebem mais carinho desenvolvem-se mais rapidamente e estabelecem vínculos afetivos mais facilmente

Recém-nascidos precisam ficar no colo porque o contato físico estimula a produção de ocitocina, hormônio que reduz ansiedade e medo. Esse toque é tão essencial quanto a alimentação para o desenvolvimento emocional saudável.

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O contato físico é uma das necessidades do bebê. Ele é necessário para que bebês desenvolvam sem bem-estar emocional e uma noção de eu saudável.

Cem anos atrás, os cientistas acreditavam que a psicologia das crianças pequenas era bastante simples. Para eles, qualquer ação do bebê tinha como objetivo pedir comida. Por isso, acreditava-se que não era necessário abraçar as crianças nem as pegar no colo.

Mas, algum tempo depois foi descoberto que isso estava totalmente errado. Nos anos 1940, o psiquiatra suíço Rene Spitz descobriu que crianças pequenas em orfanatos se alimentavam mal e perdiam peso, apesar de receberem comida regularmente. O problema é que ninguém as pegava no colo. Depois de três meses desse isolamento emocional, as crianças entraram em depressão: elas não dormiam bem, não sorriam em reação às palavras e aos gestos de outras pessoas [1].

Observando esses órfãos, Spitz sugeriu que, para as crianças pequenas, o toque não é menos importante que a alimentação. Na década 1950, essa ideia foi confirmada pelos experimentos do psicólogo americano Harry Harlow [2]. Ele afastou filhotes de macacos rhesus da família e lhes ofereceu a opção de duas macacas de mentira. Uma era feita de fios e madeira, mas tinha uma mamadeira de leite. A outra era de pelúcia, mas não tinha mamadeira. Os filhotes sempre escolhiam a “mãe” envolta em um tecido macio.

Por que o toque é tão importante?

Felizmente, é proibido realizar experimentos semelhantes com crianças. Mas os cientistas têm certeza de que os bebês humanos também o calor da mãe em primeiro lugar, até mesmo em detrimento do alimento. Porque o toque de alguém amado é o melhor antiestresse.

Quanto mais uma criança é segurada, tocada e acariciada, mais ela libera ocitocina, o hormônio do amor e da felicidade [3]. Ocitocina atenua a atividade das áreas do cérebro responsáveis pelo medo e pela ansiedade. Como resultado, o bebê dorme melhor e chora menos [4], além de crescer mais rápido e se desenvolver de forma mais harmoniosa. Por exemplo, ficou provado que as crianças que são amamentadas com mais frequência e por mais tempo falam mais rápido e formam vínculos com pessoas mais próximas com mais facilidade [4].

Por quanto tempo o bebê precisa de toque constante?

Quanto mais tempo, melhor. Mas as primeiras semanas são fundamentais. É importante que muita ocitocina seja liberada nesse momento no organismo do bebê. Se esse for o caso, o corpo vai produzi-la em quantidades diferentes mais adiante na vida. E isso, por sua vez, ajuda a criança no futuro a estabelecer um contato mais fácil com outras pessoas e lidar com dificuldades emocionais [5].

Para a mãe é útil segurar a criança nos braços?

Sim! Em primeiro lugar, a ocitocina também é liberada na mãe, o que significa que a felicidade dela aumenta, e a ansiedade, diminui. E em segundo lugar, o afeto é a melhor forma de estabelecer uma conexão com o bebê. Pelo toque, você se comunica com o bebê e acaba aprendendo a entender sem palavras quando ele ou ela quer mamar, dormir ou precisa de uma troca de fraldas. Isso acontece de modo inconsciente. Aliás, isso também vale para o pai [6]. Então deixe-o segurar bastante o bebê.

Foto: Pixabay / Pexels


Perguntas frequentes

Quanto mais tempo, melhor, mas as primeiras semanas são fundamentais. O contato constante neste período ajuda a estabelecer a produção de ocitocina que beneficiará a criança durante toda a vida.

Sim, estudos comprovam que o toque físico é tão importante quanto a alimentação. Bebês escolhem o conforto do contato físico mesmo quando há alimento disponível sem esse carinho.

O colo estimula a produção de ocitocina, reduzindo medo e ansiedade. Isso resulta em bebês que dormem melhor, choram menos, crescem mais rápido e desenvolvem habilidades sociais mais facilmente.

Sim, a mãe também libera ocitocina durante o contato, aumentando sua felicidade e diminuindo a ansiedade. Além disso, o toque fortalece o vínculo afetivo entre mãe e bebê.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 21 de dezembro de 2024

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