Oitenta e três por cento das mulheres engravidam em menos de um ano depois que param de usar métodos contraceptivos. Estudos revelam [1] que o tipo de contraceptivo usado não parece ter muito efeito no tempo que a maior parte das mulheres demora para engravidar. Aqui, cobrimos diferentes métodos anticoncepcionais e a ocorrência de gravidez em até um ano após sua interrupção.
Contraceptivos de barreira e tabelinha
Usar contraceptivos de barreira, como camisinhas e diafragmas, não afeta a fertilidade. O coito interrompido, o método do ritmo, ou outros métodos similares, também não. A probabilidade de engravidar em até um ano é a mesma para as pessoas que não estão usando nada ou estão fazendo tabelinha.
Contraceptivos orais combinados
Pílulas anticoncepcionais que combinam progesterona e estrogênio para impedir uma gravidez também não afetam sua fertilidade quando você para de tomá-las. Oitenta e sete por cento das mulheres que usam contraceptivos orais engravidam em menos de um ano depois de interromper a pílula [1], e 20% engravidam em um ciclo menstrual [2]. Apesar de ser uma crença antiga que os ovários precisavam “descansar” depois da pílula, estudos demonstram que essa necessidade não existe. A pílula não aumenta nem diminui a fertilidade [2].
Dispositivo Intrauterino (DIU)
A ocorrência de uma gravidez em até um ano para mulheres que usavam DIU é a mesma que aquelas que usavam contraceptivos de barreira ou tabelinha: 84%. Esse é o caso tanto para o DIU de sobre quanto para o que libera hormônios. O interessante é que, ao contrário da pílula, que tem 20% de probabilidade de gravidez depois do primeiro ciclo menstrual, a maioria das mulheres que usava DIU demora até o sexto ou oitavo ciclo menstrual para engravidar [3] enquanto o revestimento uterino volta ao normal.
Injeções e implantes hormonais
Esses métodos têm uma probabilidade menor de gravidez em até um ano do que outros métodos, ainda que a probabilidade geral ainda seja alta. Os implantes têm 74% de probabilidade, enquanto as injeções chegam a 77% [1].
A duração do contraceptivo faz diferença?
Em geral, não. Estudos demonstraram que quando você usa um método anticoncepcional por um período curto – digamos, três ou quatro meses – ou de forma intermitente, a gravidez ainda pode ser um pouco adiada porque seu corpo está “confuso” e seus ritmos naturais estão confusos. Mas se você usou seu contraceptivo por um ano ou mais, isso não tem efeito nas suas chances de engravidar em até um ano.
O que pode distorcer os dados é a idade. Uma mulher que usou contraceptivos por dez anos pode ter 25 ou 35 anos; todos os demais fatores sendo iguais, a fertilidade é muito diferente entre essas duas faixas etárias. Nesse caso, os anticoncepcionais continuam não afetando a fertilidade, mas os outros fatores biológicos, sim [1].






