Baby blues (ou tristeza puerperal) é marcada por uma intensa queda no humor, vontade de chorar e aumento na fadiga na segunda semana depois do parto [1]. Esses extremos costumam desaparecer sozinhos. Mas entre 10% e 15% dos casos, pode ocorrer depressão pós-parto [2].
Todo mundo tem baby blues?
Quase. Em média, 85% das mulheres [2]. Essa alteração de humor está associada a uma intensa diminuição de estradiol, progesterona e prolactina depois do parto. Essa mudanças hormonais causam oscilações de humor. O baby blues costuma ser mais pronunciado em mulheres que sofrem de TPM [3]. Acrescente-se a isso a privação de sono e a pressão psicológica de cuidar de um recém-nascido. Claro que você vai sentir vontade de chorar!
É possível lutar contra isso?
Provavelmente, não. Uma depressão transitória depois do parto é tão inevitável quanto a privação de sono. Por alguns dias (ou semanas) é algo com que você vai precisar conviver. Mas se depois de duas semanas seu humor não se estabilizar, converse com seu médico. Existe o risco de depressão [2].
Se o baby blues passar, isso significa que não corro risco de ter depressão pós-parto?
Infelizmente, não. A depressão pode começar em um mês ou três depois do parto. É muito menos provável, mas ela pode ocorrer até mesmo em mulheres que se recuperaram completamente do baby blues [4]. Ou seja, se os sinais de depressão surgirem duas semanas depois do parto e voltarem depois, não espere que eles desapareçam sozinho.
Lactantes podem tomar antidepressivos?
Antes de procurar antidepressivos, seu médico vai checar o funcionamento da sua tireóide e seus níveis de ferro – aumento na fadiga e vontade de chorar podem ser causados por irregularidades [2].
Quanto antes o tratamento para depressão for iniciado com terapia individual ou em grupo, mais provável é que você consiga lidar com ela sem intervenções médicas. Mas em casos mais graves, é possível que sejam prescritos antidepressivos.
A maior parte dos antidepressivos passa pelo leite materno. No entanto, alguns deles podem ser usados durante a amamentação. Converse com seu médico sobre as suas opções. Mas, na maioria dos casos, se seu bebê nasceu prematuro, seu médico vai recomendar que você faça a transição para a fórmula antes de começar a tomar os antidepressivos [2].
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