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É verdade que mãe e bebê são um?
Gravidez

É verdade que mãe e bebê são um?

3 min de leituraSemana 30
Pontos-chave
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  • Reconheça que o bebê já conhece sua voz, cheiro e batimentos cardíacos ainda no útero através do líquido amniótico
  • Entenda que nos primeiros 3 anos a criança não se vê separada da mãe, formando uma 'díade' ou comunidade única
  • Aproveite que o recém-nascido se acalma com sua voz e procura seu peito porque são familiares desde a gravidez
  • Saiba que o vínculo mãe-bebê começa antes mesmo da concepção, quando você se imagina como mãe
  • Compreenda que você é o guia do bebê para o mundo exterior nos primeiros anos de vida

Sim, mãe e bebê formam uma unidade única nos primeiros anos. O bebê reconhece a mãe desde o útero através da voz e cheiro, e após nascer não se vê separado dela até os 3 anos, formando uma 'díade' onde tudo é uma extensão de si mesmo.

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Um vínculo forte é estabelecido entre a mãe e o bebê mesmo durante a gravidez. E depois do nascimento, o bebê só interage com o mundo de olho na mãe.

Quando o bebê está morando na sua barriga, o mundo para ele se limita ao espaço do útero. É um lugar quente e confortável, tem alimento e os batimentos do coração da mãe determinam o ritmo da vida.

O que acontece quando o bebê nasce? Seria de imaginar que ele ficaria horrorizado porque tudo ao seu redor está diferente. Mas na verdade ele se comporta como se muitas coisas já fossem familiares. Ele encosta no peito da mãe e reconhece a voz dela .

É porque ele já conheceu sua mãe dentro da barriga?

De certa forma, sim. Estudos revelam que o bebê, mesmo no útero, reconhece os sons da voz da mãe – sua audição já consegue distinguir a mãe dos demais [1, 2]. Além disso, ele já conhece o cheiro da mãe – que o bebê sente quando engole líquido amniótico [3].

Sendo assim, depois do parto, o bebê já conhece algumas coisas do seu novo mundo. Quando a mãe canta, ele se acalma. O recém-nascido procura o peito porque tem um aroma familiar – que ele associa à calma e ao conforto [3].

Nos anos 1940, o psiquiatra René Spitz propôs designar a união da mãe e do bebê com o conceito de "díade". Para ele, os dois representam uma única comunidade: a criança não existe separada da mãe. Além disso, o cientista argumentou que o bebê não vê o mundo externo como algo separado. Tudo à sua volta é uma continuação dele mesmo [4].

E onde está a mãe nesse mundo?

A mãe também faz parte desse mundo. E não existe contradição nisso. Uma criança olha para o mundo de forma diferente de um adulto. Ele não o fragmenta em partes: para ele, os conceitos de "eu", "mãe" e "mundo" são o mesmo. O peito da mãe faz parte do mundo, a voz da mãe é a maneira de o mundo falar com ele [4].

Portanto, de acordo com Spitz, no começo da vida, o bebê não consegue interagir com o mundo de outra forma, exceto através da mãe. Ela é seu guia para o mundo. No entanto, a mãe pode ser substituída por outra pessoa próxima, por exemplo, o pai – a ciência diz que as crianças são boas em desenvolver afeto pelo pai [5].

Psicólogos modernos acreditam que a criança vive com essa imagem do mundo por até três anos – então, gradualmente, seu próprio eu, as pessoas importantes e o resto do ambiente são isolados do mundo todo.

Quando a comunidade da mãe e do bebê se formam?

No sentido mais amplo do termo – antes mesmo da concepção. Porque nessa ocasião a mulher tem uma imagem do bebê que ainda nem nasceu, e começa a pensar em si mesma como mãe, a concretizar seu papel maternal. Essas crenças afetam a relação com o bebê depois do nascimento.

Qual é o principal papel da mãe?

Proteger a criança e cuidar dela. Ele nasce pequeno e indefeso, por isso conta com o apoio e a proteção da mãe. Claro, um recém-nascido não pensa como um adulto, mas a evolução ensinou seu cérebro a contar com ajuda para sobreviver. Quando ele não dá conta, o bebê procura a mãe e atrai sua atenção [6].

A mãe (ou uma pessoa próxima) deve notar o que está acontecendo com o bebê, sentir quando ele não estiver bem, reagir aos seus sinais: alimentar, acalmar, embalar, ficar perto quando ele precisar [6].

Fotо: shutterstock


Perguntas frequentes

Sim, estudos mostram que o bebê reconhece a voz da mãe através da audição e seu cheiro através do líquido amniótico. Por isso, após o nascimento, ele já se sente familiar com esses estímulos.

Segundo psicólogos modernos, a criança vive sem distinção entre 'eu', 'mãe' e 'mundo' até cerca de 3 anos de idade. Gradualmente, ela começa a se reconhecer como indivíduo separado.

É um conceito criado pelo psiquiatra René Spitz que define mãe e bebê como uma única comunidade. Para o bebê, a mãe não existe como algo separado, mas como extensão dele mesmo.

O vínculo começa antes mesmo da concepção, quando a mulher imagina ter um bebê e se vê no papel maternal. Essa imagem afeta diretamente o relacionamento após o nascimento.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 21 de junho de 2025

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