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Criar um filho não tem gênero
Gravidez

Criar um filho não tem gênero

3 min de leituraSemana 2
Pontos-chave
3 min
  • Entenda que não existe um cérebro tipicamente masculino ou feminino, segundo a ciência moderna
  • Abandone estereótipos que limitam pais e mães em seus papéis parentais únicos
  • Foque na personalidade e valores individuais ao invés de expectativas baseadas em gênero
  • Reconheça que cada pessoa possui um mosaico de características consideradas masculinas e femininas
  • Valorize as qualidades únicas do seu parceiro na criação dos filhos, independente do gênero

A ciência comprova que não existe cérebro tipicamente masculino ou feminino. Cada pessoa possui um mosaico de características de ambos os gêneros, tornando a personalidade e valores individuais muito mais importantes que estereótipos na criação dos filhos.

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A ciência não tem evidências de um “típico” cérebro masculino ou feminino. Isso significa que o gênero não influencia como o pai ou a mãe vão cuidar de um bebê. As mulheres não têm mais predisposição para serem cuidadosas e atentas, e os homens não serão pais apáticos ou incompetentes por serem homens.

Fortes influências culturais nos ensinam que homens e mulheres são fundamentalmente diferentes. Existem ideias do que significa “agir como homem”, ou clichês de que mulheres são criaturas misteriosas que não fazem sentido para os homens. Muitas pessoas acreditam que os homens são naturalmente mais agressivos, assertivos e racionais, enquanto as mulheres são sensíveis, sociáveis e irracionais. Essas ideias são perpetuadas pela psicologia popular e por livros famosos como Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus, de John Gray [1].

Qual é o problema de acreditar que homens e mulheres são diferentes?

O problema é que Gray e outros autores populares atribuem diferentes papéis sociais de acordo com o gênero. Os estereótipos também são muito pesados e privam os indivíduos de sua complexidade e das oportunidades. O resumo é: não existem dados científicos que comprovem essas afirmações.

O que diz a ciência?

Existem algumas diferenças gerais que são observadas entre os sexos. Estudos revelam que os homens têm mais tendência a operar com base em estruturas e fatos sistematizados, ao passo que as mulheres têm mais probabilidade de usar a empatia e a intuição [2, 3]. Mas isso não significa que todo homem e toda mulher vão caber nessa generalização, muito menos o tempo todo.

Em 2015, cientistas da Universidade de Tel Aviv, do Instituto Max Planck de Cognição e Neurociência em Leipzig e da Universidade de Zurique fizeram ressonâncias magnéticas em 1400 cérebros. Foi revelado que cada cérebro individual é um mosaico de características masculinas e femininas, em diferentes proporções [4]. A predominância de traços exclusivamente masculinos ou femininos nos humanos só ocorre em casos raros [5].

Estudos psicológicos também confirmam essas descobertas. Cientistas testaram como o gênero afeta quais características uma pessoa apresenta: impulsividade ou disciplina, desconfiança ou ingenuidade, autoconfiança ou ansiedade, uma tendência à ordem estabelecida ou à espontaneidade, comedimento ou sociabilidade e assim por diante. Apesar de, em grandes grupos, algumas qualidades serem mais predominantes em homens, e outras, em mulheres, pessoas específicas demonstram o mesmo mosaico de características femininas e masculinas [6].

Quais são as conclusões?

O gênero não é um indicador de que tipo de pai ou mãe a pessoa vai se tornar. A personalidade e os valores de uma pessoa são muito mais importantes.

Em relações de casais, isso significa apenas que só porque seu parceiro tende a ser mais racional, não significa que ele ou ela é incapaz de ter empatia ou consideração. Pais podem ser gentis, carinhosos e fazer um trabalho excelente na criação dos filhos. Mães podem pensar objetivamente e tomar decisões racionais. Portanto, na sua vida familiar, libertem-se dos estereótipos. Construam um sistema e uma rotina que funcione para vocês. Dividam as responsabilidades com base em razões melhores que o gênero. Não existem barreiras para a escuta e a compreensão mútuas, para compartilhar sentimentos e negociar.

Ilustração: Zhdanova Anna


Perguntas frequentes

Não, não existe base científica para essa afirmação. Estudos mostram que o gênero não determina a capacidade de cuidar de crianças. A personalidade e os valores individuais são muito mais importantes que o gênero.

Pesquisas com 1400 cérebros revelaram que cada cérebro é um mosaico de características masculinas e femininas. Cérebros exclusivamente masculinos ou femininos são extremamente raros.

Estereótipos limitam as oportunidades e privam pais e mães de expressar sua complexidade individual. Eles criam expectativas irreais baseadas em generalizações sem fundamento científico.

A personalidade, valores pessoais e características individuais dos pais são muito mais determinantes. O amor, cuidado e dedicação independem do gênero dos cuidadores.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 10 de novembro de 2025

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