Desde 1992, a Academia Americana de Pediatria recomenda que os recém-nascidos fiquem deitados exclusivamente de costas. E desde então, os indicadores de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SIDS) caíram quase pela metade. Os pediatras acreditam que essas circunstância estão relacionadas [1].
As estatísticas demonstram que os casos trágicos são menos comuns entre crianças que dormem de costas [1]. No entanto, uma clara relação causal entre dormir de cruços e a mortalidade infantil não foi estabelecida. Portanto, as medidas de segurança não podem ser reduzidas a essa regra. A lista toda deve ser seguida.
Os bebês devem dormir:
- de costas;
- em um colchão firme;
- sem travesseiros nem cobertores;
- no mesmo quarto – mas não na mesma casa – dos pais.
E é muito desejável que ninguém fume do cômodo onde o bebê dorme. É importante seguir essas regras até pelo menos os quatro meses [1].
É verdade que dormir de costas gera um atraso no desenvolvimento motor?
De fato, existem estudos que mostram que bebês que dormiam de bruços começar a virar, sentar e até engatinhar mais rápido [2]. No entanto, depois de revisar todas as publicações sobre esse tópico, os cientistas chegaram à conclusão de que a diferença no desenvolvimento desaparece por completo depois de um ano e meio. Assim que a criança começa a andar, as que dormiam de coisas logo alcançam o desenvolvimento das que dormiam de bruços [3].
Se você deixar o bebê de costas por alguns períodos enquanto ele ou ela estiver acordado, esse atraso pode ser evitado?
Sim. Esse é o método recomendado pelos pediatras do mundo todo. Quando o bebê não está dormindo e está sendo supervisionado por um adulto, deixe que ele ou ela fique de bruços por entre 2 e 15 minutos por dia. Isso não apenas vai acelerar o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também vai reduzir o risco de que o bebê desenvolva obesidade, dizem os médicos [4].
Foto: huanshi / Unsplash






