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É possível planejar o sexo do bebê? 
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É possível planejar o sexo do bebê? 

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Pontos-chave
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  • Entenda que apenas um método é comprovadamente eficaz: o teste genético pré-implantacional (PGT-A), usado principalmente por razões médicas.
  • Saiba que as chances naturais não são exatamente 50-50, com ligeira vantagem para meninos (51% dos nascimentos).
  • Desconfie de métodos populares como o método Shettles, que não possuem comprovação científica sólida.
  • Conheça as implicações éticas e legais da seleção de gênero, que varia entre países e requer justificativa médica.

Existe apenas um método comprovadamente eficaz para escolher o sexo do bebê: o teste genético pré-implantacional (PGT-A). Porém, na maioria dos países, só é permitido por razões médicas, não por preferência pessoal dos pais.

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Existe apenas um método comprovadamente eficaz quando se trata de escolher o sexo de um bebê, mas em muitos países ele só é permitido por razões médicas.

O que determina o sexo da criança?

O sexo de um bebê depende de qual espermatozoide específico fertiliza o óvulo. Se ele carregar o cromossomo sexual X, uma menina será concebida. Se for um cromossomo Y, o bebê nascerá menino. Como regra geral, os espermatozoides contêm aproximadamente a mesma quantidade de portadores de cromossomos X e Y [1].

Então, as chances de conceber uma menina ou um menino são de 50-50?

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, existem entre 102 e 106 meninos para cada 100 meninas recém-nascidas [2]. Assim, as chances de ter um filho do sexo masculino são ligeiramente maiores. Especialistas em reprodução confirmam esse padrão, uma vez que 51% dos bebês concebidos por fertilização in vitro (FIV) são meninos [3].

Existem superstições que funcionam ao tentar planejar o sexo do bebê?

Provavelmente não. Desde meados do século passado, o método Shettles tem sido bastante popular. Supostamente, o sexo durante a ovulação leva à concepção de uma menina, e o sexo alguns dias antes da ovulação, de um menino. O médico que criou o método deu explicações que soavam científicas, que foram parcialmente confirmadas por pesquisas [4]. Mas os cientistas logo abandonaram a ideia, concluindo que havia coisas mais importantes para estudar.

É verdade que com a FIV, é possível escolher o sexo da criança?

Na FIV clássica, nem os pais nem os médicos sabem o sexo do embrião transferido para a cavidade uterina. Existe uma tecnologia que permite determinar o sexo antecipadamente, chamada teste genético pré-implantacional (PGT-A). São retiradas várias células do embrião, e seu conjunto de cromossomos é examinado. Esse método permite a detecção de uma série de problemas e, ao mesmo tempo, descobrir o sexo do embrião.

Na maioria dos países, o PGT-A não pode ser solicitado apenas pelo desejo de favorecer um sexo em relação ao outro, precisa haver uma razão médica para realizar o procedimento, por exemplo, na probabilidade de uma doença genética transmitida ao bebê pela linha masculina ou feminina. Nesses casos, escolher o sexo aumenta a possibilidade de ter um filho saudável [5]. Se o PGT-A for realizado, mas não houver ligação entre gênero e doença genética, os pais podem decidir se desejam saber o sexo do embrião antes da transferência.

Países como Estados Unidos e México não regulamentam especificamente a seleção de gênero desse tipo, e algumas clínicas de FIV são muito escolhidas por pessoas de outros países com leis mais rígidas que tentam conceber um menino ou uma menina. A bioética da seleção de gênero é debatida e muitas vezes controversa [6]. 

Perguntas frequentes

Não existe método natural comprovadamente eficaz para escolher o sexo do bebê. Métodos populares como o método Shettles não têm base científica sólida, e as chances naturais permanecem próximas a 50-50.

O sexo do bebê é determinado pelo espermatozoide que fertiliza o óvulo. Se carregar cromossomo X, será menina; se carregar cromossomo Y, será menino.

Na FIV clássica, não é possível escolher o sexo. Apenas com o teste genético pré-implantacional (PGT-A) é possível, mas geralmente só é permitido por razões médicas na maioria dos países.

Estatisticamente, nascem entre 102 e 106 meninos para cada 100 meninas. Isso resulta em uma chance ligeiramente maior (cerca de 51%) de conceber um menino do que uma menina.

Aviso Médico

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte seu médico ou profissional de saúde qualificado para quaisquer dúvidas sobre uma condição médica.

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Revisado por profissionais de saúde · Atualizado 19 de abril de 2025

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