Dentre os contraceptivos hormonais, os mais populares são conhecidos como contraceptivos orais combinados (COCs). No entanto, apesar da popularidade, muitas mulheres têm receio de tomar pílulas anticoncepcionais por causa dos mitos associados a elas. Vamos desmentir alguns deles.
Mito: É difícil engravidar após o uso de COCs
Os contraceptivos orais não afetam a fertilidade nem levam à infertilidade [1]. A maioria das mulheres pode conceber logo depois de interromper as pílulas anticoncepcionais. Em média, esse processo leva de um a seis meses. Muito depende da idade, do estado de saúde e da resposta individual aos hormônios. As chances de engravidar em até um ano após a suspensão de COCs são de 87% [2]. Na verdade, a probabilidade de concepção no primeiro ciclo é cerca de 20% [3].
Mito: Após interromper os contraceptivos orais, é preciso dar um tempo para o corpo sem hormônios por 3 a 6 meses
Se você estiver pronta para começar ou aumentar a família, não há necessidade de esperar. Se tudo estiver em ordem, é provável que você conceba assim que começar a ovular.
Mito: Pílulas anticoncepcionais fazem você engordar, e o excesso de peso pode dificultar a concepção
Os cientistas não encontraram uma conexão entre o ganho de peso e a contracepção hormonal [4, 5, 6]. O ganho de peso está mais relacionado à ingestão calórica elevada e à atividade física limitada.
Os contraceptivos são constantemente aprimorados. Os modernos contêm baixas doses de hormônio, e o risco de efeitos colaterais é mínimo. Além de proteger contra uma gravidez indesejada, eles podem oferecer benefícios adicionais. Por exemplo, eles ajudam a normalizar o ciclo menstrual, melhoram a pele, são usados no tratamento de miomas uterinos e endometriose e podem reduzir o risco de certos tipos de câncer (útero, ovário, cólon) [7].
Mito: Anticoncepcionais orais aumentam o risco de aborto espontâneo
Não há evidências de que anticoncepcionais orais aumentam o risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica ou pré-eclâmpsia.







