"A mãe solo” é o termo usado quando a mulher decide ter um filho sem um parceiro [1]. Abaixo, você vai encontrar perguntas e respostas sobre algumas das opções disponíveis e os preparativos.
Como engravidar se não há um candidato para o papel de pai?
As tecnologias modernas possibilitam conceber uma criança sem um parceiro.
Opção 1: Usando um doador.
Você pode usar o material biológico de alguém conhecido ou escolher um de um banco de esperma. O esperma pode ser usado de diferentes maneiras, seja introduzido na cavidade uterina antes da ovulação (conhecido como inseminação) ou por fertilização in vitro (FIV) [2]. A segunda opção é para mulheres que podem ter problemas de fertilidade.
Opção 2: Co-parentalidade.
Algumas pessoas escolhem a coparentalidade e decidem ter um filho ser estar em relacionamento [3]. Mesmo antes da concepção, os parceiros podem concordar sobre como compartilhar a responsabilidade de criar o bebê. A opção de conceber “naturalmente” existe, mas não é necessária.
Se você está procurando um doador anônimo, a opção é um banco de esperma. Essas clínicas examinam minuciosamente os doadores e podem fornecer informações para ajudá-la a escolher. Em alguns países, você pode encontrar um doador não anônimo, e até mesmo alguém disposto à coparentalidade por meio de sites como Coparents.co.uk, Storkforlife.com, PollenTree.com (Reino Unido), Сo-Parents.fr (França), Familyship.org, Co-eltern.de (Alemanha), Co-parentmatch.com (EUA).
É um problema para uma criança crescer em uma família monoparental?
A professora Susan Golombok, da Universidade de Cambridge, estudou essa questão por mais de 15 anos. Sua principal conclusão é que se a mãe decide ter um bebê sozinha, a criança não será fundamentalmente diferente daquelas que vivem em um lar com dois pais [1].
Uma criança de um doador anônimo poderá descobrir quem é o pai?
Em muitos países, a lei dá à criança o direito de conhecer o nome do pai biológico, mas apenas quando chega à maioridade ou perto dela. Mesmo que os dados do doador sejam permanentemente confidenciais, é possível encontrar informações sobre suas famílias biológicas. Através de testes genéticos (que se tornaram cada vez mais populares), uma pessoa pode enviar seu DNA para uma empresa especializada, fazer upload de seus resultados para um banco de dados e descobrir se tem alguma correspondência, incluindo meios-irmãos. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos entre filhos adultos de doadores mostrou que 34% encontraram informações sobre suas origens biológicas graças aos testes de DNA [4].
Quais são os riscos ao usar o esperma de um doador ou optar pela coparentalidade?
A coparentalidade pode não ser legalmente regulamentada em muitos lugares. O sucesso do acordo vai depender da integridade das pessoas envolvidas. Por outro lado, a doação de esperma é regulamentada na maioria dos países, e os doadores renunciam aos direitos e às responsabilidades parentais por meio de um contrato [2]. No caso de doadores anônimos, os principais riscos podem ser médicos, pois, embora os doadores sejam cuidadosamente examinados, alguns problemas de saúde hereditários podem não ser conhecidos até mais tarde. Em um mundo ideal, os doadores são transparentes sobre seu histórico ao doar esperma, mas nem sempre é assim [2]. Você sempre pode fazer um teste genético por conta própria e verificar se o doador foi cuidadosamente examinado para reduzir os riscos [5]. Certifique-se de ouvir os conselhos de especialistas e faça tudo o que for necessário para ficar tranquila sobre sua decisão.







