Quando você descobre que está grávida, talvez você não dê pulos de alegria – e tudo bem.
"Em vez de ficar feliz e gritar de alegria, fiquei tremendo de medo"
Essa também é uma reação totalmente normal à gravidez. Mesmo que você estivesse planejando engravidar, não é incomum entrar em pânico ao ver o resultado do exame de farmácia. A empolgação e o medo não desencadeados pelo mesmo processo no seu corpo. É um tipo de reação "lutar ou fugir" que herdamos de nossos ancestrais. O coração começa a bater mais rápido, a pressão sobe, e os músculos ficam tensos. Seu corpo está reagindo a uma notícia que vai mudar sua vida! Essa é a verdade – mesmo que você esteja muito feliz com a novidade, muitas perguntas precisam ser respondidas. Então você tem todos os motivos para entrar em pânico [1].
“Preciso irradiar felicidade, mas na verdade o que eu sinto é um torpor. Não sinto nada"
Um torpor emocional pode se instalar quando você ainda estiver processando as notícias. Às vezes a psique reage dessa maneira para se proteger de emoções desnecessárias, que podem ser avassaladoras no momento. Tudo isso ocorre no inconsciente. Intelectualmente, você precisa entender que um grande evento aconteceu, mas as suas emoções precisam de um tempo para lidar com isso.
Isso é normal – não se preocupe [1]. E pode ocorrer em reação a todo tipo de notícia importante da vida cotidiana. Mesmo que isso seja confuso – se dê esse tempo para processar seus sentimentos. A conscientização vai acontecer.
"Estou tão emotiva: começo a chorar e, alguns minutos depois, estou gritando com alguém"
Muitas mulheres têm dificuldade de controlar suas emoções durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. É normal se sentir vulnerável, ficar irritada por qualquer motivo, chorar e soluçar até mesmo com as pessoas mais próximas de você. Você pode culpar a gravidez, os hormônios, especialmente o estrogênio, que seu corpo está produzindo em quantidades enormes [2]. Para lidar com as alterações de humor, experimente meditação , técnicas de mindfulness ou arte terapia . Além disso, fazer exercícios podem ajudar você a reconhecer os sentimentos que se tornam muito intensos.
"Estou morrendo de medo de perder o bebê"
Esse é um medo comum, porque ninguém pode garantir que tudo vai acontecer de acordo com os planos. Esse medo pode ser desencadeado especialmente em pessoas que detestam quando não conseguem controlar algo. Às vezes você pode estar tentando controlar uma situação ao pensar nas piores possibilidades. Essa também é uma reação normal à gravidez. O medo de um aborto espontâneo também pode estar associado a eventos traumáticos do passado – como o adoecimento ou a morte de uma pessoa querida ou sua própria experiência com hospitais.
O que você precisa saber é que suas ações têm pouco efeito na probabilidade de um aborto espontâneo. No primeiro trimestre, o desenvolvimento do embrião segue os passos que foram aperfeiçoados pela humanidade por milênios. Abortos espontâneos ocorrem com mais frequência em decorrência de problemas genéticos , como mutações indesejáveis na fusão do esperma com o óvulo. Você não pode influenciar esse processo de nenhuma forma. Se acontecer, não é culpa de ninguém [1].
Ilustração: Shchekotova Daria







