Prisão de ventre: é normal?
A prisão de ventre é a reclamação mais comum relacionada à saúde e ao bem-estar na gravidez. De acordo com diversas fontes [1, 2], entre 30% e 70% das futuras mães se deparam com esse problema. A mudança nos níveis hormonais, a pressão do útero nos intestinos e o enfraquecimento dos movimentos peristálticos influenciam o processo digestivo em geral a partir da 17ª semana de gravidez.
Se você tiver problemas com constipação durante o primeiro trimestre, isso provavelmente se deve a uma condição preexistente não causada pela gravidez. Ela é comumente associada a dietas deficientes e a um estilo de vida sedentário, especialmente em mulheres com mais de 35 anos e um IMC > 24 [2].
Saúde e bem-estar mental e emocional também têm impacto na saúde digestiva. Se o início da sua gravidez foi de alto risco, o peso emocional pode levar a efeitos físicos como a prisão de ventre [2]. Nesses casos, conversar com um teraputa pode ajudar tanto o corpo quanto a mente.
A solução mais comum para a constipação é uma dieta recomendada por médicos [3], com uma abundância dos seguintes alimentos:
alimentos ricos em fibra, tubérculos, pepino, abobrinha e maçãs;
oleaginosas e legumes;
granola, cereais e pão integral;
iogurte, kefir e outros produtos e laticínios fermentados ou probióticos;
muita água (pelo menos oito corpos por dia).
Os alimentos a seguir tendem a piorar a prisão de ventre e devem ser evitados:
alimentos refinados como açúcar, pão de farinha branca e semolina;
doces, em especial chocolate;
chá, café e chocolate quente;
sopas cremosas e carboidratos como risotos;
dietas ricas em proteína.
Se modificar sua dieta não ajudar, suplementos probióticos podem fazer a diferença [1, 3]. Você também pode se beneficiar se reduzir a ingestão de ferro, uma vez que dietas muito ricas em ferro podem causar constipação. Se nenhuma dessas estratégias ajudar, seu médico pode prescrever laxantes como um último recurso [3, 4], que só devem ser tomados por um período curto e sob orientação.






