Vamos ver do que o seu bebê de dois meses precisa. Em primeiro lugar, alimento, sono e um lugar seguro para viver. Além disso, ele ou ela precisa de conexão com as pessoas. É importante que alguém esteja sempre ali para segurar, acariciar, sorrir e confortar o bebê.
Claro, o bebê pode receber tudo de que precisa da mãe. Mas outras pessoas de confiança podem oferecer o mesmo tipo de conexão, por exemplo, o pai, a avó ou um amigo. Especialmente se o bebê mamar no peito.
Então é uma boa ideia que o bebê interaja com outros adultos?
Sim, é uma boa ideia e até mesmo necessário. Claro, devem ser pessoas da sua confiança. O bebê é capaz de criar vínculos com qualquer pessoa. Nos primeiros três meses de vida, ele ou ela está pronto para se comunicar com todo mundo. O bebê fica animado quando alguém olha na sua direção. E nota a expressão no rosto de quem está falando com ele ou ela e reage a vozes agradáveis balbuciando [1].
Costumava ser comum viver com muitos familiares. Então os bebês ficavam aos cuidados da família toda. Eles nunca ficavam sozinhos. Do ponto de vista psicológico, isso é ótimo.
Do ponto de vista da evolução, cercado de outras pessoas, o bebê tinha mais chance de sobreviver. Claro, hoje em dia a vida é muito mais segura do que antes. Mas o cérebro do bebê está estruturado da mesma forma que no passado: ele tem um programa de sobrevivência. Eles chamam a atenção dos adultos para poderem ir para o colo e ficarem próximos daqueles que o amam. Por isso, se for possível, cerque seu bebê de adultos que o amem.
Isso não interfere no desenvolvimento do vínculo com a mãe e o pai? Se o bebê estiver em constante comunicação com diversos adultos, ele vai criar um vínculo com todos eles. Além isso, vínculos múltiplos têm suas vantagens e contribuem com a adaptação social conforme o bebê cresce [1].
Pode haver adultos demais?
Sim, e é preferível que o círculo social seja limitado a não mais do que dez pessoas. É difícil para um bebê estabelecer um forte vínculo afetivo com um número grande de pessoas. O resultado pode ser o bebê não se apegar a ninguém. Isso ocorre em casos extremos, como crianças em orfanatos. Ela busca apoio em todos os adultos que conhece, mas tem muita dificuldade de realmente se aproximar de alguém [2].
Foto: Tim Mossholder / Unsplash






