Quando falamos sobre tecnologia de reprodução assistida – conhecida pela sigla em inglês, ART – costumamos pensar em fertilização in vitro (FIV). Mas na verdade a ART engloba mais que esse método. Aqui, vamos abordar diferentes métodos de tecnologia de reprodução assistida, bem como a inseminação artificial (IA). Prepare-se para as siglas!
Qual é a diferença entre ART e IA?
A ART inclui uma série de tratamentos criados para auxiliar na concepção. Ela sempre envolve o manuseio de óvulos, embriões ou ambos, mas são o manuseio apenas do esperma [1]. É por isso que falamos em IA para além da ART, apenas o esperma é manuseado na inseminação artificial, não o óvulo.
Quais tratamentos fazem parte do universo da ART?
A Sociedade de Tecnologia de Reprodução Assistida (SART) lista os seguintes tratamentos [2, 3]:
- fertilização in vitro e transferência embrionária (FIV-TE), em que o óvulo é fertilizado fora do corpo e então transferido para o útero;
- transferência intratubária de gametas (GIFT), em que o esperma e o óvulo são transferidos para as trompas de falópio e se fertilizam no corpo;
- transferência intratubária de zigotos (ZIFT), em que o zigoto fertilizado em laboratório é transferido para as trompas de falópio;
- transferência de embrião congelado (FET).
O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também inclui a injeção intracitoplasmática de espermatozoides ICSI em sua lista de tecnologias de reprodução assistida. Com a ICSI, um único espermatozóide é injetado em um óvulo maduro, em vez de colocar um óvulo com muitos espermatozóides em uma placa de Petri [3]. Ela costuma ser usada quando o fato de infertilidade é sabidamente masculino.
De acordo com os registros da SART, cerca de 99% dos tratamentos de ART realizados são FIV-TE [2].
O que é IA?
A IA hoje é comumente categorizada como inseminação intrauterina (IIU). O CDC que esse método costuma ser usado quando um casal tem problemas de fertilidade não explicados ou uma leve infertilidade no homem [3]. A IIU envolve introduzir o sêmen diretamente no útero, aumentando assim as chances de concepção.
Enquanto a FIV envolve a fertilização do óvulo fora do corpo da mulher, a IIU tenta fertilizá-lo dentro do corpo dela.
Qual é o índice de sucesso da FIV e das ART?
O sucesso depende de uma série de fatores, mas em especial a idade da mãe [2, 3]. O CDC fornece tanto os números dos casos de sucesso quanto uma ferramenta que calcula o sucesso da FIV [3] e coleta informações como idade, peso, informações sobre gestações anteriores e outros dados que possam oferecer uma estimativa geral do potencial de sucesso de um indivíduo que faça uso da FIV.
Quais são os riscos da FIV e das ART?
A FIV e as ART exigem que a mulher tome injeções para assistir a ovulação. Esses medicamentos podem causar náusea, vômito, alterações de humor, sensibilidade nos seios e efeitos como vermelhidão, hematoma e irritação no local da aplicação. A retirada dos óvulos pode resultar em infecção ou dor pélvica ou danos aos órgãos próximos dos ovários. Ainda que incomuns, esses danos podem ser sérios e precisar de cirurgia [4].
O risco de aborto espontâneo não aumenta com a FIV, ainda que as chances de gravidez ectópica, sim [4].
A gravidez de múltiplos é comum com ART, ainda que a evolução da tecnologia esteja diminuindo essa probabilidade [2].






