Muitas pessoas acreditam que a amamentação é um método confiável de controle de natalidade. Por outro lado, não é incomum uma mãe amamentar um bebê enquanto espera outro. Quais são os fatos?
A amamentação evita a gravidez?
Durante a amamentação, níveis elevados do hormônio prolactina podem inibir uma nova gravidez porque a prolactina impede a ovulação. Sem ovulação, não há gravidez. Se você estiver amamentando, os níveis de prolactina permanecem elevados após o parto. No entanto, a gravidez pode ocorrer após o início do próximo ciclo menstrual, mesmo se você continuar a amamentar. O início da menstruação varia de pessoa para pessoa e é difícil de prever, mas em geral ocorre mais tarde em lactantes com relação a não lactantes [1].
Como o ritmo da amamentação afeta os níveis de prolactina?
O ritmo da amamentação, se a intervalos regulares ou conforme a demanda do bebê, não importa. A gravidez continua possível a qualquer momento após o início da menstruação.
É possível engravidar se eu ainda não estiver menstruando?
A gravidez ainda é uma possibilidade; afinal, a primeira ovulação pode ocorrer antes da primeira menstruação. Mas a gravidez nessa fase ainda é mais comum em mães que não estão amamentando. Como regra geral, a lactação não é mais um método confiável de controle de natalidade a partir de nove semanas após o parto [1].
Se eu ficar grávida, posso continuar a amamentar?
A maior parte das pesquisas sobre esse assunto se concentrou na saúde da nova gestação. Esses estudos mostram que a amamentação não prejudica a saúde da mãe nem do bebê em gestação [2]. Mas o efeito da gravidez sobre o bebê que está sendo amamentado não foi realmente estudado. Sabemos que, durante a gravidez, a quantidade e o sabor do leite podem mudar. O bebê que está sendo amamentado pode simplesmente largar o peito. Se isso não acontecer e o bebê continuar mamando, é importante que a mãe aumente a ingestão de vitaminas e minerais para que os três recebam nutrientes suficientes [3].
A amamentação (estimulação do mamilo) pode causar um aborto espontâneo?
Se a mulher estiver saudável, não. Se houver um histórico obstétrico complicado ou problemas hormonais, existe a possibilidade de aborto espontâneo. O risco é considerado menor se o bebê que está sendo amamentado se alimentar também por fórmula infantil, não apenas no peito.
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